Novembro 2017 ~ WEB RÁDIO ALTERNATIVA

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

A obra de Bonga Kuenda

Neste domingo, as 23 horas, na programação da Web Rádio Alternativa, com produção da Rádio Câmara, Kalimba apresenta a obra de um mestre do Semba: Bonga Kuenda. Um poeta que lutou pela independência de Angola, pela afirmação da cultura e da música tradicional de seu país. O primeiro cantor africano a conquistar discos de ouro e de platina em Portugal.
Com quase cinquenta anos de carreira, Bonga continua sendo um crítico da classe política e da desigualdade social em sua terra e um porta-voz de seu povo.

Apresentação: Daniel do Amaral
Produção: Rádio Câmara 


Temer e Alckmin devem conversar sobre saída de ministros tucanos, diz Padilha

Ministro disse que presidente sabe conduzir negociações em torno dos cargos de primeiro escalão

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, reafirmou nesta quinta-feira que o governo já considera o PSDB fora da base aliada e disse que a saída dos ministros tucanos que ainda estão no governo deve ser acertada em conversas do presidente Michel Temer com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que deve assumir o comando do PSDB no próximo dia 9. "Se houve anúncio por todos os líderes que eles iriam sair (da base) me parece que (saída dos ministros) é uma questão apenas de Temer e Alckmin definirem a forma com que vai ser feita essa transição", afirmou Padilha.
O ministro disse ainda que o presidente "sabe conduzir como ninguém" essas negociações em torno dos cargos de primeiro escalão. "Questão de ministério é questão presidencial e ele está definindo a forma que tem caracterizado o presidente Michel Temer, com muito diálogo, conversando com as lideranças mais importantes do PSDB, e com o diálogo com o governador Alckmin", reforçou. Alckmin e Temer devem se encontrar no próximo sábado quando ambos participam de cerimônia de entrega de unidades do Minha casa, Minha Vida, no interior de São Paulo.
Ao ser questionado se os dois também deveriam tratar na conversa sobre a costura de aliança para as eleições do ano que vem e se o governo pode vir a apoiar Alckmin caso ele demonstre apoio às reformas, Padilha disse que os partidos têm seus projetos para 2018 e que todos precisam ser respeitados.
"O PMDB, os partidos da base de sustentação e o governo têm um projeto de poder para 2018. Nós vamos cuidar deste projeto de poder", destacou. "Acho que de forma absolutamente justa o PSDB e Alckmin têm um projeto de poder, que eles devem defender. Nós compreendemos e de outra parte se espera também que haja compreensão com a decisão do PMDB e dos demais partidos da base do governo." Padilha deu as declarações ao chegar para uma cerimônia na Imprensa Oficial para marcar o fim da versão impressa do Diário Oficial da União (DOU).
Aloysio Nunes
Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores, o tucano Aloysio Nunes Ferreira, havia afirmado que as declarações de Padilha feitas na quarta-feira, 29, sobre a saída do PSDB da base aliada, foram mal interpretadas. Segundo ele, o PSDB mantém o apoio ao presidente Michel Temer. "O PSDB não faz parte da base do governo, o PSDB apoia o governo, não rompeu com o governo. Participação do governo ou não é uma decisão do presidente", disse o tucano.

Fonte: CORREIO DO POVO

O que falta para a reforma da Previdência ser votada são muitos votos, diz Maia

Presidente da Câmara considerou resolvidas as mudanças nas regras de transição para o funcionalismo público

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), disse nesta quinta-feira que ainda faltam "muitos votos" para levar ao plenário da Casa Legislativa a proposta de emenda constitucional da reforma da Previdência. Sobre as mudanças nas regras de transição para o funcionalismo público cobradas pelo PSDB, ele considerou o assunto como "resolvido" e indicou não haver mais espaço para novas concessões sem ter como contrapartida a garantia de votos.
Tucanos defendem que servidores que ingressaram no funcionalismo antes de 2003 tenham direito à aposentadoria com o último salário da carreira, mas Maia adiantou que, num momento em que o PSDB discute o desembarque do governo, não pode pedir a mudança ao relator Arthur Maia (PPS-BA) se a alteração não vai garantir votos. "É melhor não mexer. Para que mudar a reforma, se essa mudança não vai agregar votos?", questionou o presidente da Câmara. "Quem pede a mudança não pode pedi-la e depois não ajudar", avisou o democrata.
Nas contas de Maia, as flexibilizações feitas no texto já reduziram para R$ 400 bilhões em dez anos a economia gerada pela reforma - ou seja, metade dos R$ 800 bilhões que o governo pretendia economizar com a proposta original encaminhada à Câmara. "Menos do que isso, estaremos prejudicando as pessoas que ganham menos e as crianças. A distorção da Previdência tira todo ano do orçamento R$ 60 bilhões", observou.

Fonte: CORREIO DO POVO