quarta-feira, 26 de junho de 2019

Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira prêmio de R$ 6,2 milhões

A Mega-Sena sorteia hoje (26) o prêmio de R$ 6,2 milhões. As seis dezenas do concurso 2.163 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília, no Espaço Loterias da Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê, na cidade de São Paulo.
O valor do prêmio está acumulado, porque nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso número 2.162, realizado no último sábado (22). Foram sorteados os seguintes números: 11 – 16 – 22 – 30 – 34 - 42.
Mega-Sena, loterias, lotéricas
As apostas poderão ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país. O bilhete simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50.
Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Mais Médicos é reforçado em mais de mil municípios

Vacinação

A partir de hoje (24), mais de mil municípios, localizados em todo o país, além de dez Distritos Sanitários Especiais Indígenas, começarão a receber 1.975 profissionais selecionados para o Mais Médicos, durante o 18º ciclo do programa.
Segundo o Ministério da Saúde, o reforço beneficiará mais de 6 milhões de pessoas que vivem nas áreas mais vulneráveis do Brasil.
Algumas delas com histórica dificuldade de acesso, caso de localidades ribeirinhas, fluviais, quilombolas e indígenas.
Os profissionais selecionados terão até o dia 28 de junho para comparecer aos municípios e iniciar as atividades nas unidades de saúde.
Nesta primeira fase do 18º ciclo do programa, a seleção priorizou a participação de profissionais “formados e habilitados com registro do Conselho Regional de Medicina (CRM)”, preferencialmente “com perfil de atendimento para a Atenção Primária”.
Para tanto, o Ministério da Saúde estabeleceu “critérios de classificação, como títulos de Especialista e/ou Residência Médica em Medicina da Família e Comunidade”.
Para acessar a lista dos municípios contemplados pelo programa Mais Médicos, clique aqui.
Por Pedro Peduzzi
Fonte: Agência Brasil

Jogos de hoje definem adversário do Brasil nas quartas de final

Brasil e Peru jogam pela Copa América

As duas partidas de hoje (24) do grupo C definirão o adversário do Brasil nas quartas de final da Copa América. Isso porque a seleção brasileira enfrentará o terceiro colocado do grupo B ou C. Japão joga contra o Equador, no Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, enquanto Uruguai enfrenta o Chile, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Os jogos serão às 20h.
Dependendo dos resultados, os brasileiros podem enfrentar o Japão, Equador, Uruguai ou o Paraguai (terceiro colocado no grupo B) na próxima fase.
Se Japão e Equador empatarem hoje, por exemplo, o Paraguai se classifica. Japoneses e paraguaios teriam 2 pontos, mas o Paraguai tem um saldo de gols melhor. Se o Equador vencer, por qualquer placar, se classifica em terceiro e enfrenta o Brasil.
No caso de o Japão vencer a partida, há duas hipóteses. O mais provável é que, em caso de vitória do Japão, que tem 4 gols negativos de saldo, a seleção asiática se classifique em terceiro lugar no grupo e enfrente o Brasil.
Se o Japão, no entanto, golear o Equador e/ou o Uruguai (que tem saldo de 4 gols positivos) perder de goleada do Chile, o Japão pode se classificar até em segundo colocado no grupo. Nesse caso, o adversário do Brasil será o Uruguai.
O Chile tem 6 pontos e só precisa de um empate para terminar na primeira posição. O Uruguai tem 4 pontos e precisa da vitória para se classificar em primeiro. Se empatar, fica em segundo lugar.
Se o Uruguai perder, pode terminar em segundo ou terceiro colocado no grupo, dependendo dos placares de seu jogo contra o Chile e da partida entre Japão e Equador.
O único confronto já definido das quartas de final é entre Argentina (segundacolocada do grupo B) e Venezuela (segunda colocada do grupo A).
A Colômbia (primeira colocada do grupo B) enfrenta a segunda colocada do grupo C (que pode ser Chile, Uruguai ou Japão).
O primeiro colocado do grupo C (que pode ser Chile ou Uruguai) enfrenta o Peru (terceiro colocado do grupo A). O Brasil espera seu adversário para jogar pelas quartas de final às 21h30 de quinta-feira (27), na Arena do Grêmio, em Porto Alegre.
Por Vitor Abdala
Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Copa América tem hoje 2 jogos: Colômbia e Catar e Argentina e Paraguai

Treino da seleção da Colômbia colombiana

Duas partidas marcam a segunda rodada do Grupo B da Copa América nesta quarta-feira (19). A Colômbia e o Catar se enfrentam às 18h30, no Estádio do Morumbi, em São Paulo. Mais tarde, às 21h30, Argentina e Paraguai jogam no Mineirão, em Belo Horizonte.

Colômbia

A Colômbia se destacou na primeira rodada da Copa América, com a vitória por 2 a 0 sobre a Argentina, na Fonte Nova, em Salvador. Apesar da vitória, o técnico Carlos Queiroz agiu com muita cautela na entrevista coletiva de ontem (18) à tarde no Morumbi.
O treinador citou o amistoso em que o Brasil venceu a seleção do Catar por 2 a 0. Queiroz disse que depois de fazer dois gols, a seleção brasileira desacelerou e chegou a sofrer um pênalti, que poderia ter sido convertido pelo Catar. “Isso é uma lição para nós, obrigando a termos atenção para toda partida de campeonato. Teremos pela frente uma equipe que joga bem e é muito perigosa”, avaliou.
O técnico colombiano voltou a mostrar humildade ao se referir ao adversário. “Tem que respeitar sempre. Entendo bem sobre estarmos na América do Sul e não conhecermos o que se passa na Ásia. Eles lá também não sabem o que se passa na Bolívia e no Paraguai. Quando estamos na Europa ou na América do Sul, pensamos sempre nos grandes, olhamos mais para nós e esquecemos que fora dos nossos países e do continente investem também no futebol”, afirmou.

Catar

A campeã recente da Copa da Ásia, a Seleção Nacional do Catar, que participa da Copa América como convidada, empatou na primeira partida com o Paraguai em 2 a 2.
O zagueiro Bassam Al Rawi quer que seus companheiros de seleção do Catar se esqueçam do empate por 2 a 2 contra o Paraguai, na primeira rodada da Copa América, e façam mais uma bela partida contra a Colômbia.
Al Rawi disse que esse “foi um bom resultado contra o Paraguai, mas é preciso esquecer essa partida. Perdemos muitas chances de marcar. Agora precisamos realizar mais um bom trabalho contra a Colômbia”.
O zagueiro mostrou entusiasmo e confiança para a partida contra a Colômbia. " O jogo contra a Colômbia exigirá um esforço duplo e espero que consigamos ter sucesso e mostrar um nível notável contra uma equipe forte."
Depois do jogo contra o Colômbia, o Catar vai encerrar sua participação na primeira fase da Copa América diante da Argentina, domingo (23) em Porto Alegre.

Outro confronto

Argentina e Paraguai fazem o segundo jogo do Grupo B às 21h30, no Mineirão. A Argentina perdeu a primeira partida por 2 a 0 para a Colômbia e tem de vencer o Paraguai para se manter no grupo. O time de Lionel Messi fez mistérios no treino em Belo Horizonte.
O técnico Lionel Scaloni não revelou se haverá modificações na seleção argentina para a segunda partida, devido às críticas que a equipe vem sofrendo após a primeira derrota contra a Colômbia.

Paraguai

A seleção paraguaia já está preparada para a partida contra a Argentina, às 21h30 no Mineirão, em Belo Horizonte. O volante Rodrigo Rojas, que sofreu uma lesão na estreia contra o Catar, está pronto para participar da partida.
No jogo de estreia no último domingo, no estádio do Maracanã, o jogador lesionou o cotovelo esquerdo na tentativa, sem sucesso, de evitar o segundo gol do Catar no empate por 2 a 2 entre os países. Ele não treinou na segunda-feira (17), mas ontem esteve em campo sem qualquer restrição médica.
O treinador Eduardo Berizzo definirá se Roger começará jogando. Quem está de volta ao time é o zagueiro Gustavo Gómez, do Palmeiras, que é o capitão do Paraguai.
Por Douglas Corrêa
Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Governo estuda cobrança de bagagem só para aéreas de baixo custo

Nova regra relativa ao tamanho da bagagem de mão, que não pode exceder 55 centímetros de altura, 35 de largura e 25 de profundidade, já está em vigor no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

O presidente Jair Bolsonaro disse, hoje (14), que estuda uma alternativa para manter a gratuidade de bagagem em voos domésticos, mas abrindo uma exceção de cobrança apenas para as companhias aéreas de baixo custo, as chamadas low cost. A informação foi dada durante café da manhã com jornalistas que cobrem o Palácio do Planalto.
A volta da franquia de bagagem foi aprovada no mês passado pelo Congresso Nacional, na análise da Medida Provisória (MP) 863/2018, que permite 100% de participação de capital estrangeiro em empresas aéreas que atuam no Brasil.
(Brasília - DF, 14/06/2019) Café da manhã com Jornalistas. 
Foto: Marcos Corrêa/PR
Bolsonaro disse que pode sancionar o texto na íntegra e enviar uma nova MP só para estabelecer regras diferenciadas para as empresas as low cost. "Sanciona [o texto] e depois envia uma MP para a criação de um exceção para as low cost".
O presidente não soube detalhar como essa distinção entre companhias aéreas de baixo custo e convencionais seria feita, mas ressaltou que o tema está em estudo no governo. Bolsonaro deixou claro, no entanto, que ainda não descartou vetar a franquia gratuita. "Politicamente é bom sancionar, mas temos que pensar na economia", disse.
O texto do projeto de lei de conversão das aéreas precisa ser sancionado pelo presidente até o próximo dia 17 para entrar em vigor.
Por Pedro Rafael Vilela
Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 12 de junho de 2019

SUS disponibilizará medicamento contra atrofia muscular espinhal


Portaria publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 12, cria projeto-piloto que disponibilizará, a pessoas com atrofia muscular espinhal (AME), o medicamento Spinraza (Nusinersena). O medicamento ficará à disposição no Sistema Único de Saúde (SUS).
Considerada rara, a AME é uma doença genética degenerativa e sem cura, que atinge a coluna vertebral, interferindo na capacidade de o corpo produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores.
Sem a proteína, esses neurônios morrem, levando o paciente a perder controle e força muscular. Com isso, ele perde também a capacidade de se mover, engolir ou mesmo respirar. Há riscos, inclusive, de a doença levar o indivíduo à morte.
Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento consiste na administração de seis frascos com 5ml no primeiro ano e, a partir do segundo ano, três frascos.
O anúncio da disponibilização do medicamento já havia sido feito pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em abril, durante audiência pública no Senado Federal. Na oportunidade, informou-se que os pacientes beneficiados serão acompanhados por meio de registro prospectivo para medir resultados e desempenhos, como evolução da função motora e menor tempo de uso de ventilação mecânica.
Dados divulgados pelo ministério informam que, em 2018, 90 pacientes foram atendidos após demandas judiciais que solicitavam a oferta do Spinraza, ao custo de R$ 115,9 milhões; e que cada paciente representou, em média, um custo de R$ 1,3 milhão.
Nota divulgada no site do ministério em abril informou que 106 pacientes portadores da doença estavam sendo atendidos na época, a um custo de até R$ 420 mil a ampola, e que, após a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos ter estipulado um teto de preço para o medicamento, houve uma redução de 50% em relação ao preço cobrado em 2017.
A expectativa é que, com a incorporação que resultará em compras anuais centralizadas, o valor final seja reduzido.
Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 11 de junho de 2019

Congresso aprova projeto de crédito suplementar de R$ 248,9 bilhões

Deputados e senadores aprovaram nesta terça-feira (11), em sessão do Congresso Nacional, o projeto que concede ao Executivo autorização para quitar, por meio de operações de crédito, despesas correntes de R$ 248,9 bilhões. A aprovação foi unânime entre os presentes, com 61 votos de senadores e 450, de deputados. A matéria segue para sanção presidencial.  
Segundo a equipe econômica do governo, a autorização do Congresso para o crédito extra é fundamental para garantir o pagamento de subsídios e benefícios assistenciais, sem descumprir a chamada regra de ouro, que impede o governo de se endividar para pagar despesas correntes, como salários. A votação foi possível após acordo entre os partidos e o governo federal. Somente nesta terça o texto foi aprovado na Comissão Mista de Orçamento e liberado para votação no plenário do Congresso.
Entre as demandas dos parlamentares estava a derrubada de quatro vetos presidenciais, que trancavam a pauta de votação. Além disso, parlamentares negociaram o retorno de repasses de R$ 1 bilhão para o Programa Minha Casa, Minha Vida; de R$ 330 milhões para bolsas de pesquisa científica; e de R$ 550 milhões para obras da transposição do Rio São Francisco.
Outro ponto reivindicado pelos congressistas, e garantido pelo acordo, segundo a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hassalmann (PSL-SP), vai assegurar que as universidades e os institutos federais tenham R$ 1 bilhão liberados e, assim, não correrão risco de ter as atividades básicas suspensas neste ano.

Vetos

Entre os vetos derrubados nesta terça-feira (11) por deputados e senadores está o dispositivo que dispensa a pessoa com HIV/Aids aposentada por invalidez de realizar reavaliação pericial. Atualmente, a Lei de Benefícios da Previdência Social (8.213/91) já permite que o segurado aposentado por invalidez seja convocado para avaliação das condições que motivaram a aposentadoria, concedida judicial ou administrativamente.
Os parlamentares também derrubaram o veto a trechos do projeto de lei de conversão da Medida Provisória 843/18, que isenta do pagamento de IOF e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de carros híbridos ou elétricos por parte de taxistas e pessoas com deficiência.
Congressistas derrubaram veto para permitir às fundações de apoio de universidades públicas e de centros de pesquisa gerirem os novos fundos patrimoniais criados pela MP 851/18. Esses fundos poderão ser abastecidos com recursos privados para projetos específicos.
Também foi rejeitado o veto ao Projeto de Lei 1321/19 para evitar que os partidos tenham de devolver ao Tesouro Nacional as doações ou contribuições feitas em anos anteriores por servidores públicos que exerçam função ou cargo público de livre nomeação e exoneração, desde que filiados a partido político.
Deputados e senadores mantiveram o veto em relação a dispositivo do Projeto de Lei 10.431/18, que determinava ao Executivo a adoção de procedimento célere, sigiloso e preferencial para internalizar resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas com sanções acerca de bens que financiam o terrorismo e pessoas envolvidas nesse tipo de crime. Para o governo, o trecho era contraditório com outro dispositivo da lei.

Reação

Logo após a aprovação da matéria no Congresso, o presidente Jair Bolsonaro parabenizou o Congresso Nacional.
Por Heloisa Cristaldo
Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Mega-Sena acumula e pode pagar prêmio de R$ 80 milhões nesta quarta-feira (12)

Foto: Agência Brasil

Ninguém acertou as seis dezenas da Mega-Sena no último sábado (8) e agora, nesta quarta-feira (12), a Caixa Econômica Federal pode pagar um prêmio de R$ 80 milhões.
Os apostadores podem fazer seus jogos até às sete horas da noite, do horário de Brasília, desta quarta, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país.
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50.
Por Cintia Moreira
Fonte: Agência do Rádio

domingo, 9 de junho de 2019

Política Senado vota quarta-feira PEC sobre tramitação de medidas provisórias

O Senado vai analisar nesta semana a proposta de emenda à Constituição (PEC) 10/11, que altera o rito de votação de medidas provisórias. A PEC está prevista para ir a plenário na próxima quarta-feira (12). A matéria foi aprovada na Câmara dos Deputados na última semana e volta para o Senado após quase oito anos parada na Câmara.
O projeto original, do então senador José Sarney, passou no Senado e foi para a Câmara em 2011, ficando por lá todo esse tempo. Na última semana, a PEC foi incluída na pauta da Câmara a pedido dos senadores, que demonstraram irritação com o fato de várias medidas provisórias (MPs), que têm 120 dias de tramitação, só chegarem à Casa na semana ou até no último dia de prazo para votação antes de perder a validade.
Isso ocorreu no início deste mês, com a chegada das MPs 871 e 872. As matérias foram votadas no Senado, não sem antes os senadores demonstrarem sua insatisfação na tribuna da Casa. Ao criticar o pouco tempo para apreciação das MPs, vários senadores afirmaram que não são “carimbadores” das decisões vindas da Câmara.
O Senado deverá analisar novamente a PEC porque o texto sofreu alterações na Câmara. Propostas de emenda à Constituição só são promulgadas se o texto aprovado em uma Casa for idêntico ao aprovado na outra. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), agradeceu à Câmara por dar andamento à proposta.
“A matéria está processada, estará incluída semana que vem, para nós, em definitivo, resolvermos esse problema de prazos em relação às medidas provisórias. Divido com o Plenário essa grande conquista para a Casa da Federação, que é o Senado. Obrigado aos senadores pela confiança e à Câmara dos Deputados por votar essa matéria”, disse Alcolumbre assim que o Senado recebeu a PEC.

Regras

Pela proposta aprovada pelos deputados, a análise das MPs no Congresso Nacional será dividida em três etapas: 40 dias para comissão mista, 40 para a Câmara, 30 para o Senado e 10 a mais para a Câmara, no caso de senadores fazerem alterações no projeto aprovado pelos deputados.
O texto também estabelece prazos de validade para as medidas provisórias. Segundo a proposta, as MPs perdem a validade se não forem analisadas em até 40 dias pela comissão mista, contados do segundo dia útil após sua edição; se não forem analisadas pela Câmara dos Deputados em 40 dias, a partir do segundo dia útil do recebimento do parecer da comissão mista; se não forem analisadas pelo Senado em 30 dias, a partir do segundo dia útil da aprovação pela Câmara; ou se a Câmara não analisar as eventuais modificações do Senado em 10 dias, contados do segundo dia útil da aprovação pelos senadores.
Caso a Câmara não analise a proposta em 30 dias, a proposição passa a trancar a pauta, entrando em regime de urgência. No Senado, a proposta tranca a pauta após 20 dias se não houver manifestação pela Casa.
Se a Câmara e o Senado não se manifestarem, respectivamente, no prazo de 30 e 20 dias, a MP passa a tramitar em regime de urgência, tendo preferência na fila da pauta.
Pela proposta aprovada, não podem ser incluídos no texto os chamados jabutis, temas que não têm nada a ver com o assunto original da medida provisória.
Por Marcelo Brandão
Fonte: Agência Brasil

Detran explica transporte de bebês em veículos de aluguel

Para garantir a segurança dos pequenos, o transporte de bebês e de crianças até 7 anos e meio deve ser feito em bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação. E sempre no banco de trás. Com o uso recorrente de aplicativos como Uber, surge entre os pais a dúvida: a regra vale também para esse tipo de transporte?.
O diretor de Educação deTrânsito do Detran-DF, Marcelo Granja, explica que o previsto em lei é que veículos de aluguel e de transporte coletivo estão livres de seguir essa regra. “Táxi e Uber hoje não precisam usar os equipamentos de segurança. Esses veículos de aluguel e ônibus de transporte coletivo não precisam ter essas adaptações.”
Essa previsão está na Resolução 277 de 2008 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O texto diz que veículos de transporte coletivo como ônibus, transporte escolar, táxis e veículos de aluguel estão dispensados da regra de equipamentos de retenção.
Como esses dispositivos são projetados para reduzir o risco de morte ou lesão grave para as crianças em casos de colisão ou de freada brusca do veículo, Marcelo Granja diz que, apesar de não haver a obrigatoriedade na lei, os pais devem sempre dar preferência a transportar as crianças nos dispositivos adequados que garantem maior segurança.
Ele cita como exemplo o caso dos bebês. “Até 1 ano, o bebê tem uma fragilidade muito grande, não consegue sentar. Os dados indicam o risco de um bebê estar no colo dos pais e em situações de frenagem poderem ser arremessados.”
Nos demais veículos, é obrigatório usar os equipamentos de segurança até os 7 anos e meio. A partir daí, até os 10 anos, a criança já pode usar apenas o cinto de segurança, mas continua sendo transportada no banco de trás. Após os 10 anos, pode passar para o banco dianteiro.
Também há regulamentação para quando o número de crianças com idade inferior a 10 anos for maior que o número de assentos disponíveis no banco traseiro. Nesse caso, é permitido que aquele com maior estatura seja transportado no banco da frente usando o dispositivo de retenção adequado para o peso e a idade e cinto de segurança. Nos casos de veículo que só têm o banco dianteiro, as crianças vão neste banco.
Segundo o diretor do Detran, as diferenças na forma de transportar os pequenos levam em conta a segurança, fragilidade de cada faixa etária e o conforto. “Vamos imaginar uma criança de 1 ano num cinto de três pontas. O cinto vai ficar totalmente incompatível com o tamanho, estatura, peso dessa criança. E, mesmo com o cinto, ela pode ser lesionada porque pode bater a cabeça, ainda não tem a firmeza do corpo. O que a legislação buscou foi trazer o conforto e segurança para a criança nesse deslocamento”, acrescenta Marcelo Granja. Os bancos dos carros e os cintos de segurança são projetados para pessoas com mais de 1,45m de altura, estatura que geralmente é atingida por volta dos 11 anos de idade.
Dados da organização Criança Segura mostram que, quando usados de forma adequada, os dispositivos de segurança reduzem em até 71% o risco de morte em caso de colisão. Levantamento feito pela instituição, com base em dados de 2016 do Ministério da Saúde, revelam que, dentre as mortes por acidentes no Brasil, os de trânsito foram os que mais vitimaram crianças e adolescentes até os 14 anos.
A Organização Mundial da Saúde cita a falta do uso dos dispositivos de retenção para crianças entre os três principais fatores de risco para acidentes de trânsito para essa faixa etária. Os outros são velocidade e distrações.
Quem for pego transportando bebês ou crianças de forma irregular pode ser multado. A infração é gravíssima no valor de R$ 293,47. “A grande motivação dessa infração é colocar para os pais que a criança está muito vulnerável. É o pai, o responsável, que tem que dar essa referência de segurança para a criança”, diz Marcelo Granja.

Projeto de lei

Na úlima semana o presidente Jair Bolsonaro enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei que propõe mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Uma delas é a substituição da multa por uma advertência por escrito para o motorista que transportar crianças sem os dispositivos de retenção veicular.
Transporte de crianças*
Até 1 ano: bebê conforto. É o único dos dispositivos que deve ser instalado de costas para o movimento do veículo
De 1 a 4 anos: cadeirinha
De 4 a 7 anos e meio: assento de elevação
De 7 anos e meio a 10 anos: cinto de segurança no banco traseiro
Após 10 anos: já pode ser transportada no banco dianteiro, sempre com cinto de segurança
*O uso do equipamento ideal para cada idade pode variar também de acordo com o peso do bebê ou criança, conforme indicação do fabricante.
Por Yara Aquino
Fonte: Agência Brasil