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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Hospital de Cirurgia realiza seu 1º transplante renal e reforça avanço na saúde


Protagonista de avanços e pioneirismos na saúde, o Hospital de Cirurgia (HC) – no ano em que completa 100 anos de assistência aos sergipanos – realizou o seu primeiro transplante de rim, na noite desta terça-feira, 6. O procedimento marca a retomada dos transplantes renais pela Rede Estadual de Saúde após 13 anos e consolida o HC como o primeiro hospital filantrópico de Sergipe habilitado a realizar esse tipo de cirurgia de alta complexidade.

O transplante foi bem-sucedido e o paciente, o lavrador Josenaldo Oliveira Freitas, 25 anos, de Nossa Senhora da Glória, permanece sob observação médica. Ele convivia com a doença renal crônica há cerca de dez meses, dependia de sessões de hemodiálise três vezes por semana; e recebeu um rim esquerdo de um doador falecido, em um gesto de solidariedade de uma família que disse sim à doação de órgãos.

Sucesso do procedimento

O procedimento foi conduzido por uma equipe multiprofissional especializada, formada pela chefe do Serviço de Transplante Renal, a nefrologista Dra. Simone Oliveira; pelos urologistas Dr. Diego Marques, Dr. Bruno Garcia e Dr. Iure Carvalho; além da anestesiologista Dra. Caroline Gaudêncio. Os profissionais atuaram de forma integrada em todas as etapas do transplante.

“Foi tudo ótimo, uma bela cirurgia. Estamos muito satisfeitos com o resultado. Esperamos que o paciente se recupere e que dê tudo certo. Ele está no momento estável, sem nenhum tipo de medicação especial, fora do habitual”, informou Dr. Bruno Garcia.

A realização do transplante representa um marco para o Cirurgia e para a saúde do estado, ao ampliar o acesso dos pacientes renais crônicos a um tratamento considerado padrão-ouro e reduzir a necessidade de deslocamento para outros estados. Atualmente, o transplante renal lidera a fila de espera por órgãos no Brasil, com mais de 40 mil pessoas aguardando.

“É importante esse feito porque Sergipe precisava ter a independência dos transplantes. Estávamos exportando os nossos órgãos e, agora, com uma equipe do próprio do Estado, do Hospital de Cirurgia, estamos fazendo esse transplante, que está sendo formatado para ocorrer em alto volume. É algo para ser rotineiro, habitual ao longo dos anos”, explicou Dr. Bruno Garcia.

Do inesperado à nova chance de vida

Josenaldo descobriu a doença renal de forma repentina, em março de 2025, após passar mal por alguns dias. O diagnóstico foi de falência quase total dos rins, o que exigiu o início imediato da hemodiálise. “Quando descobri, foi tudo de repente. O médico disse: ‘é um milagre você estar vivo, pois, pelo seu estado, era para estar morto’. Tudo foi um choque”, relatou.

Desde então, Josenaldo enfrentou mudanças na rotina de sua vida. Precisou interromper o trabalho e a depender do apoio de programas sociais e amigos para se manter. Durante o tratamento, chegou ainda a apresentar complicações graves, incluindo um período em coma e meses de debilidade física.

A possibilidade de realizar o transplante em Sergipe, no Cirurgia, representou uma virada de esperança para Josenaldo. Ao saber que seria o primeiro paciente a passar pelo procedimento no HC, ele descreve o sentimento de gratidão e recomeço. “É maravilhoso, ótimo, porque vou ter a minha vida novamente, o que eu fazia vou voltar a fazer. E ainda maior o sentimento porque no meu estado mesmo eu conseguindo essa grande conquista”, enfatizou.

Ao longo de todo o processo – desde o acompanhamento ambulatorial, passando pelas consultas até o internamento – Josenaldo destacou a qualidade do cuidado recebido no Cirurgia. “É ótimo, maravilhoso. O pessoal aqui não tem o que dizer. É 100% mesmo”, afirmou.

Ao ser questionado como se imagina nos próximos meses, ele disse: “É ter uma nova chance de viver novamente. Digo direto a Deus que não ir para a máquina três vezes por semana já está bom. Aquelas agulhinhas da hemodiálise doem que é uma beleza. E assim, tudo no tempo de Deus. Deus sabe de tudo”.

Estrutura, qualificação e cuidado integral

A concretização do transplante renal no Cirurgia é resultado de um processo iniciado em 2022, com a habilitação do Ministério da Saúde para a realização de transplantes de rim e fígado. Desde então, o hospital ampliou o número de salas do centro cirúrgico, de leitos de internamento, qualificou equipes e construiu uma linha de cuidado para o paciente transplantado.

Em setembro de 2025, o HC firmou contrato com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) para iniciar os transplantes. No mês seguinte, foi implantado o Ambulatório de Transplante Renal, responsável pela avaliação pré-transplante, acompanhamento clínico e seguimento pós-operatório dos pacientes. Também foi promovido um Curso Intensivo Multiprofissional em Transplante Renal, com capacitação de profissionais de diferentes áreas e alinhamento de protocolos.

Para a chefe do Serviço de Transplante Renal do HC, o sucesso do primeiro procedimento simboliza a materialização de um trabalho construído. “Iniciamos o nosso ambulatório em outubro e, agora, no começo de janeiro, já conseguimos doadores e começamos o transplante. Foi um tempo recorde. Então, o sucesso do transplante é a associação de dois fatores, campanhas de incentivo à doação de órgãos, assim como uma equipe capacitada e recursos hospitalares. Posso falar com segurança que o Cirurgia está mais do que preparado, porque conta com toda uma estrutura humana e serviços qualificados”, destacou.

Marco construído em parceria

Para o diretor técnico do Cirurgia, Dr. Rilton Morais, o primeiro transplante renal reforça a trajetória histórica do hospital, marcada pelo ineditismo e pela assistência de alta complexidade. “Esse transplante representa um marco para Sergipe. O Cirurgia vai completar 100 anos em maio deste ano e esse projeto chega para mostrar toda história de cuidado com os sergipanos. É o Cirurgia escrevendo mais um capítulo significativo na história da saúde do Estado”, disse.

Dr. Rilton Morais destaca ainda que, além dos esforços da equipe do hospital, a concretização do projeto só foi possível graças à parceria com o Governo de Sergipe. “Esse avanço é resultado de um planejamento sério, de investimentos em estrutura, qualificação profissional e, principalmente, de uma parceria fundamental com o Governo de Sergipe e a Secretaria de Estado da Saúde. O Cirurgia se preparou para esse momento com responsabilidade e está pronto para dar continuidade aos transplantes, garantindo assistência integral aos sergipanos”, concluiu.

Por Faxaju

Foto: Ascom Hospital de Cirurgia

Sancionada lei que proíbe descontos em benefícios do INSS

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que proíbe descontos de mensalidades de associações nos benefícios administrados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A nova legislação determina ainda busca ativa a beneficiários lesados em decorrência de descontos indevidos e prevê o seu ressarcimento.

A mudança, promovida na Lei dos Planos de Benefícios da Previdência Social (Lei 8.213/1991), veda o desconto mesmo com a autorização expressa do beneficiário, atribuindo a obrigação de ressarcimento de desconto indevido a associação ou a instituição financeira em até 30 dias. A exceção é para autorização prévia, pessoal e específica, com autenticação por biometria, com reconhecimento facial ou impressão digital e assinatura eletrônica.

A nova lei foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (7) e também disciplina o sequestro de bens de pessoas investigadas ou acusadas pelos crimes relativos ao descontos indevidos nos benefícios do INSS.

O debate que resultou com a mudança na legislação teve início após a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagrarem a Operação Sem Desconto, em abril de 2025.

A investigação tornou pública a existência de um esquema que lesou milhões de beneficiários do INSS em todo o Brasil. Desde então, todos os acordos de cooperação técnica que permitiam mensalidades associativas diretamente nos benefícios foram suspensos. Uma força-tarefa foi iniciada para a devolução dos valores aos pensionistas lesados.

De acordo com o último balanço do INSS, até o dia 5 de janeiro já foram ressarcidos R$ 2.835.784.151,87 às vítimas de descontos irregulares de mensalidades cobradas por associações, sindicatos, entidades de classe e organizações em benefícios previdenciários. O valor corresponde a 4.160.369 solicitações de contestação apresentadas por aposentados e pensionistas que questionaram os descontos irregulares.

Mais de 72,5 milhões de consultas sobre descontos indevidos foram registradas no aplicativo Meu INSS, das quais 38,7 milhões constataram a inexistência do desconto. Ainda há mais de 6,3 milhões de pedidos de contestações em aberto. Já foram reconhecidos 131.715 casos de descontos indevidos.

Por Agência Brasil

Anvisa libera novo medicamento para fase inicial do Alzheimer

 


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou um novo medicamento, o Leqembi, para tratamento de pacientes diagnosticados na fase inicial da doença de Alzheimer. A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União no dia 22 do mês passado.

O remédio, produzido com o anticorpo lecanemabe, é indicado para retardar o declínio cognitivo das pessoas que já apresentam demência leve causada pela doença. 

Segundo o registro da Anvisa, o lecanemabe reduz as placas beta-amiloides no cérebro. O acúmulo dessas placas é uma característica definidora da doença de Alzheimer. O produto é uma solução para diluição para infusão.

Estudo 

A Anvisa divulgou que o medicamento teve a eficácia clínica avaliada em um estudo principal que envolveu 1.795 pessoas com doença de Alzheimer em estágio inicial, que apresentavam placas betaamiloides no cérebro e receberam o Leqembi ou placebo. 

“A principal medida de eficácia foi a mudança nos sintomas após 18 meses”, apontou a Anvisa. A avaliação ocorreu a partir de uma escala de demência denominada CDR-SB, utilizada para testar a gravidade da doença de Alzheimer em pacientes. 

A escala inclui questões que ajudam a determinar o quanto a vida diária do paciente foi afetada pelo comprometimento cognitivo. Segundo o estudo, no subgrupo de 1.521 pessoas, os pacientes tratados com o novo medicamento apresentaram um aumento menor na pontuação CDR-SB do que aqueles que receberam placebo.

Por Agência Brasil